Moça do outdoor
Quando fui convidada para fazer a foto para o outdoor para Nätt Kvinna, brifamos o layout juntamente com a criação da agência de Publicidade Mutamba (que por acaso também trabalho).
Seleção de roupas da loja: correria, porque pra conciliar a agência e os freelas, não é tarefa fácil. Hora de almoço é usado para produção. Quando fui brifada sobre a peça, onde o cliente me disse que seria a sobrinha dele, pensei: Ai, Santo! Família!!!!! E se a moça não tiver o porte da modelo que preciso pra compor o outdoor e assinarmos com orgulho, e o tio quer-porque-quer que seja ela? E se no dia for gato, cachorro, papagaio, periquito e toda a família pra dar pitaco em tudo? E se a mocinha for mimada ao extremo de não concordar com nada? A canseira vai ser triplicada. Cansaço combina com sessão fotográfica, mas desânimo, não! Então vamo que vamo e seja o que Deus quiser. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
E lá vou eu pra casa da modelo… E para minha surpresa e admiração: uma morena linda, sorridente, alegre, charmosa e doce. É a Polímnia Olinto.
Selecionamos os looks, tudo com muita praticidade e agendamos o dia. Sábado a tarde. O velho problema de assistente de produção surgiu… Calma, Josie! Poli chegou pontualmente, maquiada, penteada e animadíssima. A família não veio, mas duas amigas pediram para acompanhar e se motivarem a fazer um ensaio depois. Uma delas super alta e o tipo perfeito pra me ajudar na técnica… Jana, a postos, me dê uma mãozinha aqui, minha flor?
Quem me acompanha sabe que esse é o meu drama. Ainda vou ter um assistente fixo e fazer uma parceria de sucesso. A sessão foi perfeita, os cliques certeiros, minha modelo e eu satisfeitas. O cliente orgulhoso da sobrinha e todos felizes. Adooooro quando acaba assim.Tudo correu bem e a foto final podem ver no post lá embaixo… Esses foram alguns cliques e edições que fizemos com a linda Poli, a moça do outdoor.
Luciana Trindade
Hoje acordei com uma vontade danada de escrever, e por incrível que pareça, acho que até mais do que fotografar (sim, senhores @!). Mas a idéia do blog é justamente essa, contar minhas histórias fotográficas. Então vamos lá…vamos atualizar o bloguinho.
Vou falar sobre a gravidíssima Luciana, queridos leitores.
Lu foi a grávida mais disposta que já fotografei. Lu gosta de ser fotografada.
Numa noite de sexta, em pleno churras da agência, recebo um torpedo da barrigudinha:
” – Fotos amanhã a tarde, pode ser? Veja como está sua agenda. Me mande um sms se não der… Maria Fernanda tá pra nascer”.
E no sábado a tarde estava eu, no Sítio Sul, acordando a bela Luciana às 15h para uma sessão fotográfica animada. Tive o apoio das queridíssimas Paloma e Carina Cairo. Paloma é minha chefe na agência – e dizem que quem tem chefe é índio, mas me comporto como tal às vezes e está no sangue também, então não vejo problema algum. Carina pinta o 7, literalmente. É filha de Paloma, que nesse dia insistia em me chamar de mamãe 2 com toda doçura.
Maquiagem, veste roupa, tira roupa, clique aqui, acolá…
Difícil mesmo foi parar o Luís Pedro pra conseguir umas fotos com a mamãe. Mas com a ajuda do papai Paulo, foi sucesso. A família entrou no clima e tudo ficou perfeito.
Incansável e serena Luciana, obrigada por me escolher para fotografá-la e levar a poesia da fotografia para essa data tão especial pra você e sua família.
Querida Paloma, gracias por querer entender e se entusiasmar com a luz que conseguimos. E a você, Carininha, te levo pra onde você quiser (e sua mãe permitir, claro!) porque você é uma criança encantadora.

Adoravel feminina
O ano terminou com uma tarde maravilhosa, fotograficamente falando. Fiz um ensaio com a queridíssima baiana-brasiliense Marcela Rizério. Amiga há pouco tempo, jornalista, dona de uma fala mansa, humor refinado e beleza delicada. Marcela assim, topa tudo e tudo é lindo.
Marcela é atenta, ligada nos detalhes. Sofreu um bocadinho com as poses que eu pedia pra ela fazer e segurar por uns segundos, minutos…rsss…tá pensando o quê? Tem que experimentar da dor e da delícia de ter fotos bacanas, com toda modéstia. Amazing, Cela, amazing…a palavra que repetimos até hoje. Porque, e não sei porquê, soltei essa em um clique foi o meu preferido. E a mocinha antenada ouviu e repetiu baixinho, como se pensasse: essa eu não posso esquecer!
Locamos o quintal da casa de um amigo, músico, artista plástico, moço de risada fácil. Adorável amigo Dei – obrigada! A você e a Carlinha.
Adriana Meira no make up, arrasando. Marcela nas poses, caras e bocas e eu nos cliques e acrobacias. Sucesso!
Fotos abaixo. Obrigada a todos! E vem mais por aí…2010 promete!

Publicidade
Querido leitor,
Para meu desepero, amanhã fará 8 dias que fotografei. Minha vida na agência e todas as mudanças que vem ocorrendo em minha vidinha, não tem permitido que eu fotografe como gostaria nesse momento: todos os dias!
Bom, mas a tarde foi sucesso! Polímnia Olinto, assim ela chama. E a loja para qual ela pousou como modelo é a Nätt Kvinna.
É anúncio para outdoor e revista.
Poli, moça simpática, de sorriso largo, doçura no falar e charme ao pasar. Atenta ao layout, copiou direitinho o briefing. E eu, feliz da vida, por clicá-la e fazer do trabalho, uma eterna satisfação.
Sucesso à campanha.
Agência: Mutamba Comunicação Inteligente
Tem goiabada? Tem sim, senhor.
Esse post não será de fotos e sim de fatos ocorridos num grandioso projeto e já conhecido por aqui, a Escola de Circo Picolino nas cidades - projeto Pedrinha de Ferro da Bahia Mineração. Fatos de entrelinhas das andanças dos meus caríssimos colegas e eu.
Bom mesmo é trabalhar com uma equipe bacana, querido leitor!
A minha de fotografia era eu e meu assistente Caruá – que é “cheio das etiquetas”. A equipe de filmagem mudava a cada semana. Na primeira: Mauro Castro, como todo bom baiano fomos trocando idéia do aeroporto de Conquista até a chegada no hotel de Caetité. Descobrimos que fizemos a mesma faculdade, temos amigos em comum e parceiros de trabalho lá na terrinha. Pra quem ainda não leu os posts anteriores, terrinha é o doce pseudônimo da soterópoles. Amigos de infância!
Alerta a Mauro: “Olha, mande um brother. Tem que se gente boa igual a vc, porque não pode ter o agravante de conviver com gente chata aqui.”
Eis que na segunda semana surge o sócio Maurício Sarmento. E pra variar, tagarelice do aeroporto até Caetité. Conversa vai-conversa vem, viagens, planos, conhecidos em comum. Amigos de infãncia!
Alerta a Maurício: “Olha, mande um brother. Tem que se gente boa igual a vc, porque não pode ter o agravante de conviver com gente chata aqui.”
O meu medo era tanto, que se eu não fizesse esse tipo de comentário, na minha cabeça viria aqueles cinegrafistas chatos, pedantes, arrogantes que acham que saca tudo de tudo e um pouco mais desse tudo.
Então aparece Léo. Nesse final de semana eu não estava em Conquista. Estava fazendo um trabalho na cidade de Brumado, e me encontraria com eles lá, de onde seguiríamos para Caetité e mundo afora. A figura já chegou fazendo making of de dentro do carro, me chamando de Rôse, cantando moda de viola e Amado Batista! Oh Yesssss!!! Pensei: que tipo de soteropolitano é esse? Figuraça. Amigos de infância!
Resumindo esse post onde prometi a eles que escreveria aqui, cada final de semana teve sua peculiaridade. No primeiro, a sensação foi no final do trabalho, onde procuramos um bar aberto pra tomar uma breja gelada e comemorar, um calor da zorra, sábado a tarde e NADA ABERTO! Nenhum bar, Senhor! O motorista da empresa nos indicou um lugar onde vendia pizza e tinha cerveja. Então fomos. Quem tá na chuva é pra se molhar mesmo. Meu colega da primeira semana inventou a comida que deve estar fazendo o maior sucesso na cidade: requeijão derretido com goiabada. A figura foi até o armazém ao lado comprar a tal goiabada e a moça da cozinha preparou pra gente com o requeijão derretido…até que não é ruim! Esse povo de Salvador inventa é moda, viu? ADORO!
O resumo do segundo final de semana e a sensação foi a tal saída pra jantar. Pizza, claro! Sábado à noite, querido leitor. A cidade estava apagada. Onde estavam todos? Cadê os universitários dessa cidade? Estaria rolando alguma festinha fora? E essa chuva torrencial? Nada de taxi, nada de nada. Nada funcionava.
A única roupa fresquinha que eu tinha para fotografar no dia seguinte estava no meu corpo e não podia ser molhada. Nada de ir andando na chuva, meu rei. Eu tenho um plano!
O lance era gesticular, mostrar para as poucas pessoas que ali estavam que éramos de fora e que não tinha taxi…mostrar cara de desespero mesmo, até alguma alma caridosa ter compixão e nos oferecer uma carona. Bingo!!!! A boa senhorinha viu tudo aquilo e disse que nos deixaria no hotel. Citou o nome de dois; um deles estávamos hospedados. Vivos e secos! Esse povo da Capital não sabe das manhas, viu? ADORO!
E pra finalizar sobre o último final de semana, claro que já era macaca velha, gata escaldada por aquelas bandas e conhecia de tudo, propus ao novo colega, comer um sanduba no mesmo lugar que fui na primeira semana, porque era sexta e sabia que saia saduba dia de sexta.
Resolvi que não sairia mais pra jantar pizza. O negócio era a sopinha de dona Nenzinha à noite e tudo certo!
Léo foi um parceirão. Nos divertimos muitos com nossas histórias parecidas pelos interiores. Até passear por Malhada (cidade fotografada) e tentar entender o porquê do nome, o porquê da cor da água do rio e ser chamada de moça do circo (claro que meu digníssimo colega tirou onda com minha cara até irmos embora, porque além de tudo eu usava uma calça super folgada e colorida, motivo de chacota). Esse povo soteropolitano é cheio de arte, viu? ADORO!
Esqueceram de Caruá? Eu, não! Enquanto isso o moço “cheio das etiquetas” garimpava gente conhecida nas cidades, visitava praças, comia acarajé e pedia meu celular emprestado.
Espero reencontrá-los profissionalmente algum dia e que possamos fazer muitos e muitos jobs como parceiros.
Bom mesmo é trabalhar com uma equipe bacana, querido leitor!
Todo mundo vai ao circo, até eu, até eu…
FIM! Acabei, querido leitor que volta e meia aparece por aqui. Editei todas as fotos do Projeto Pedrinha de Ferro da Bahia Mineração. Exaustão em parcelas. Trabalho entre um job e outro, noites adentro, almoços sacrificados, mas satisfeita e feliz com o resultado.
Essa é uma das infinitas fotos que enviei ao cliente. Foi feita dentro do Circo Picolino, na corda.
A história será contada no próximo post. Foram 3 finais de semana em 3 cidades diferentes. Garanto que vão gostar.
Agora preciso descansar. Fechar os olhos e parar de pensar nessas imagens que estão em minha mente já há algum tempo.
Ei! Não desapareça!
Preciso dizer-lhes: continuo apertada, editando um turbilhão de fotos do projeto Pedrinha de Ferro, atendendo meus clientes na agência, dando “vida” à minha vida e tudo isso com prazo de validade pra vencer. Pedindo ao tempo amigo, que seja legal…eu conto com ele!
E antes de entregar as fotos ao cliente, minha prostura profissional não permite que eu poste aqui foto alguma. Perdón!
Bom descanso a quem for de merecimento. Por hora, sou Josie Cunha, também conhecida por Srta. Labuta.
Pedrinhas de ferro
Bom dia para você, querido leitor!
Se você está lendo esse post é porque volta e meia aparece por aqui. ![]()
Hoje é domingo, 1º de novembro, e eu estou voltando pra casa. Ontem finalizei um trabalho com a empresa Bahia Mineraçao, no sertao da Bahia. Foram 3 finais de semana viajando. Passamos por Caetité, Pindaí e Malhada. Um projeto muito bacana que a BAMIN levou para as comunidades com o lúdico, a conscientizaçao e alegria da escola de circo Picolino para essas comunidades. Fotos lindas, espetáculos mágicos, crianças encantadas, projeto sucesso e fotógrafa feliz!
Tenho muuuuuitas histórias pra contar. Histórias especiais e boas de ler.
Aguardem! Agora vou me preparar colocar o pé na estrada. Antes, porém, tomar meu café com cuscuz que dona Nenzinha aqui do hotel faz (que nao é nenhuma novidade pra mim, se nao fosse a forma como é servido), fazer uma foto dessa iguaria de forma invocadinha, e seguir estrada.
Vamo que vamo!
(Já sabem: palavras sem acentos - teclado que nao possui).
Se eu te ligar, diz que sim…eu posso!
Sempre que começo um novo post, penso: primeiro o título ou o conto? Conto o conto e o título vem por osmose.
Hoje a história é dela: Daiane Brito. E que a Nossa Senhora dos Blogs ilumine minhas idéias e me faça ficar com os olhos abertos e límpidos (adoro essa palavra). Tô bem cansada, mas ainda cheia de energia.
O ensaio de Dai foi programado para sábado a tarde. Há tempos! Minha viagem à capital baiana me fez comprar mais uma artemanha (por indicação do bom amigo Freitas) para estúdio e não tinha mais porquê esperar. Planejamos, imginamos, vibramos! Tudo foi pensado com muita animação. Com a gente é assim, não tem essa de marrom, de quase.. É 8 ou 80. Sou intensa e ela tb.
Pré produçao esquematizada, tudo ponto! Enquanto a mocinha bonita descasava pra tarde de cliques, a fotógrafa que vos escreve teve que trabalhar pela manhã, pra deixar as coisas em ordem lá na agência. Dont´t worry, tudo muito light até então.
Chegou, então, o momento da pergunta crucial: “posso ser auto-suficente, Deusinho? Só hoje? Porque não estou conseguindo encontrar um assistente. Unzinho sequer!”
A fotografia é um ato solitário, queridos leitores, exige concentração, imaginação, criatividade e dinamismo, mas você não conseguirá fazer um ensaio de moda sozinho (não com as artemanhas que comprei lá na terrinha). Entao é hora de colocar o telefone pra funcionar e ligar pra meio mundo de gente em pleno sábado meio-dia.
[
- Alô? Escuta, você está ocupado? Posso interromper seu almoço só por um instante? É que preciso de help!
- "Alô! Tô na oficina com o carro, sem hora certa pra acabar. Posso te ligar depois pra ver se ainda dá tempo?"
- "Alô! Aiiii, queria tanto, mas estou fora da cidade!"
- "Alô! Sério? Que masssssaaaaaa! Mas...."
- "Alô! Hoje tô trabalhando, logo hoje!"
- "Alô! Vou levar minha mãe pra passear, mas eu queria tanto, tanto, tanto...!"
Mas, como sou abençoada. Tenho até um amigo que chama assim... Eis que, num insight, me surge um nome: Binho Brill (esse é o cara!).
-"Alô! Podes crer! Tô nessa."
Que fase linda! A melhor do dia! Uhuuuuuu!
]
Vocês devem estar pensando: que tipo de fotógrafa deixa pra arranjar assistente na última hora?
Na-na-ni-na-Nãoooooo!!!! O que arranjei, me deu bolo no último momento. Ora, pois!
Binho é meu pimpolho na agência, designer caçula, e disponível pra me auxiliar… Já foi!
Vamos começar!!!!! Abre vinho. Descontraia, relaxe minha modelo…que agora a tarde é sua.
Make up, acessórios, produção. Tudo lindo!
Tudo mesmo? o flash não diparava em função dos tais apetrechos comprados. Percebia a tensão da modelo enquanto o assistente com sua taça de vinho dizia relaxe, Josie. Ahhhhhh… Josie Cunha relaxada num momento desse? Impossível! Mostrava que estava tudo sob controle, mas no fundo estava com os neurônios a mil por hora, tentando descobrir porque diabos a luz não disparava. E sem ela, meus leitores queridos, a fotografia não é nada.
Telefonema pro amigo lá da capital, pro outro amigo que saca tudo de técnica (tudo com muita calma aos olhos alheios).
E nada! Ninguém atendia. Consegui descobrir sozinha (e que orgulho) e foi uma festa! Agora sim… Tudo lindo!
O ensaio terminou já no final da tarde. Todos felizes, sorridentes e mortos de cansados.
Valeu, Binho Brill! “Podes crer!”
Valei, Dai, por toda paciência, animação e desejo de ser fotografada por mim.
Daiane Brito é uma amiga mais que especial, linda e que adora ser fotografada. Aí, já viu, né? Me esbaldo!
Fotos do making of.
O ensaio pode ser visto aqui.
aqui, ali e acolá
Queridos e queridas,
Estou numa correria danada. Tudoaomesmotempoagora. Agência, fotografia, viagens bate-volta, com pouso, viagens ao sertão, à capital.
Quero descer. Podem pedir pra parar um mundo só por uns minutinhos?
Tenho muitos “causos”, e em breve vou colocar tudinho aqui…
Cuidem-se e que cuidem de vocês.
Volto já!













